Adoro sotaques! Sejam os nacionais, seja na mistureba de idiomas (basta ir pra LatAm que eu volto falando "hola" por um mês), volta e meia me pego enfiando um "uai" ou um "bah" na conversa, metendo um "oire" onde devia ser "or". Diz-se que as variações surgem do isolamento das comunidades. Também da mistura de povos - uma noção meio oposta da outra, mas whatever (ops... enfiar inglês no meio do texto é gay!). Sempre quis aprender um idioma e mais ainda depois do Indiana Jones. Adorava o fato de trabalhar numa multinacional onde tinha um dinamarquês "de verdade" na mesma casinha (e também era um belo dinamarquês, lindão mesmo).
Pernambuco : Uma herança da longa presença holandesa no Recife foi a forte pronúncia do R, como nas línguas de origem germânica
Bahia: O sotaque local reflete a variada mistura da miscigenação do seu povo, assimilando tanto o S assobiado de São Paulo e Minas Gerais quanto o R aspirado dos cariocas
Rio de Janeiro: Muitos estudiosos afirmam que o S chiado (quase um X) dos cariocas nasceu com a transferência da família real portuguesa para a cidade em 1808. A chegada da corte não só provocou mudanças de costumes como influenciou a fala da população local, produzindo uma versão peculiar da pronúncia lisboeta
São Paulo: Acredita-se que o R acentuado do interior de São Paulo tem origem no jeito de falar dos índios tupis, assimilado pelos bandeirantes. Essa pronúncia caipira ultrapassou as fronteiras do Estado e também se espalhou pelo sul de Minas e por Goiás
Santa Catarina: O sotaque cantado, mais forte até que o dos gaúchos, é influência direta da forte imigração de portugueses da ilha de Açores
Para além dos sotaques, há os dialetos. Gostaria de aprender alguns - essas línguas "secretas", especiais. Talvez um dia. Por hora, fico feliz com as amizades de inúmeros cantos. E se um dia eu te disser "oxente", é apenas um carinho, um jeito de te trazer dentro do peito.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
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4 comentários:
Sempre achamos engraçado e pitoresco o fato dos caipiras paulistas puxarem o ERRE, assim como fazem os caipiras norteamericanos. Será o contato com a natureza ou o cheiro da bosta de vaca ? Adoramos o sotaque caipira. Mas nao dos americanos.
bão dimais da conta este trem q vc escreveu ...
Adoro sotaque Carioca!
Se falar com um açoreano ou com um madeirense, daqueles das regiões "profundas" vou-me sentir aflito para o entender...
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