- Mestre, qual o sentido da vida?
- Adiante.
- Mas de onde viemos e para onde vamos?
- Do ontem para o amanhã.
- Mestre, por que vivemos?
- Para morrer.
- E morremos...?
- ...Para que outros vivam.
- Eu não compreendo.
- Meu jovem padawan, perceba: quando temos plena consciência de nossa finitude - não importando se vai ou não haver qualquer tipo de continuidade (alma, reencarnação e outras crenças) - atingimos o máximo de esclarecimento que se nos é compreensível em nossa ignorância. E, então, ficamos bem. Aprendemos a apreciar cada beleza da vida, da natureza, das pessoas. Perdemos medos improdutivos, que nos impedem de viver como se deve.
- Hmmm... mas eu penso que se considerarmos a morte em nossas vidas, nos tornaremos excessivamente egoístas.
- O egoísmo independe da morte. Todas as crianças são egoístas e é a primeira forma de sobrevivência que aprendem. Com a maturidade dos anos e a educação, a maioria delas percebe que a generosidade é melhor apreciada na sociedade. O egoísmo nos faz desejar a eternidade e a generosidade nos impulsiona ao sacrifício. Mas ambos têm sua agenda...
- Mestre, me engano ou o senhor não vê a generosidade como o objetivo mais santo de uma vida?
- Egoísmo e generosidade são faces de uma mesma vaidade. O primeiro reflete a vaidade do que eu penso sobre mim mesmo, o segundo reflete a vaidade do que os outros pensam a meu respeito.
- O que fazer, então?
- Almejar a justiça. Compartilhar sem sacrificar o que por direito e trabalho é seu.
- E qual a melhor maneira de alcançar a justiça e de viver a vida?
- Meditando sobre a morte.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
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12 comentários:
Puxa vida, Edulama, que reflexões inteligentes. Quando crescer quero ser igualzinho a você. O que comes no café da manhã?
Beijo nas breubas.
Reflexões interessantes.
Eu só trocaria o meditando sobre a morte, por um meditando sobre o nada no final. Meditar sobre a morte, é de certa forma embebedar a mente com especulações. Meditar sobre o nada, é... nada. Ver o nada. Sentir o nada. Se tornar o um com o nada. Ver que o nada, é tudo. E que tudo, é nada (Meu Deus! ahauaahauhau)
Vim aqui fazer uma visita ao homem de cara meio robótica que me seguia, e gostei muito daqui.
Te sigo e te indico.
Abraços, homem de nome difícil XD.
Olá,
Interessante o post. Essas parábolas sempre nos ensinam a ver a vida sob outras perspectivas.
Acho que inda podemos desejar boas vindas à blogosfera né, se bem que vc já tá mandando bem... é isso aí boa sorte!
Abraço nosso e tamu seguindo.
faço minhas as palavras do Lobo ... o "NADA" penso ser a chave mestra de nossa existência ... compreendendo o "NADA" superaremos a vaidade em suas manifestações de egoísmo e generosidade ... perderemos o medo da morte e o medo de viver ...
não sei! mas acho assim!
O NADA é o verdadeiro SER ... o verdadeiro SER é o NADA ... aí está a nossa dimensão DIVINA ...
bjux
;-)
*Mulher Asterísco simplifica*
Preferível e aceitável a condição de mortal em comparação ao seu oposto. Nada pior do que a imortalidade.
Ora, não é a morte a continuação desta nossa vida?
Se sim, como posso entender o conceito de "finitude", por mais breve que seja a passagem?
Não continuo a ser quem sou, como em uma linha reta?
É claro que, pra um espírita, estas questões da vida são bem mais confortáveis...
Nossa que bom esse texto.. De onde tirou.. Fantástico!!!
Entrando na polêmica dos meninos (o Lobo e o Paulo), o nada e amorte podem ser coisas muito similares, quase que iguais, dependendo de quem olha!!!
PS. o Lerdo aki acabou de ler o título do psot e teve a resposta da sua pergunta.. HAUhauhAUHu
Reflexões são sempre tão bem vindas.
Mas eu acho que "alcançar a justiça" e "viver a vida" não são coisas similares, sinônimas, dependentes: vive-se a vida, mas nem sempre alcança-se a justiça; alcançam-se algumas justiças, mas nem sempre elas são garantias de estarmos vivendo a vida...
Portanto, eu proporia uma pergunta mais simples, "E qual a melhor maneira de viver?"
Se você gostar da pergunta, podemos debater algumas respostas.
nossa
texto incrivel
Dá para pensar...e muito...
FABULOSO!
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